Noticias sobre o porto de paranaguá.
Fonte: http://www.portosdoparana.pr.gov.br/

Petróleo fecha em alta com Arábia Saudita disposta a manter cortes na produção

IstoÉ 

10/09/2019 – Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta segunda-feira, 9, em alta, com as notícias de que o novo ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, pretende manter a política de cortes na produção.

O petróleo WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 2,35%, em US$ 57,85 o barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para novembro encerrou em avanço de 1,70%, a US$ 62,59 o barril.

Os dois contratos atingiram níveis que não alcançavam desde 31 de julho, quando o WTI foi cotado a US$ 57,95 e o Brent, a US$ 63,69.

A Arábia Saudita anunciou no sábado o príncipe Abdulaziz bin Salman, irmão do príncipe herdeiro e filho do rei saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, como novo ministro de Energia, em substituição a Khalid al-Falih.

Em seu primeiro pronunciamento após a nomeação, Salman afirmou que não tem planos para mudar a política de produção de petróleo. “Acho que fundamentalmente a política energética da Arábia Saudita está apoiada em pilares. Os pilares não mudam”, afirmou a repórteres.

O país é a principal liderança da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cujos membros acordaram cortes na produção do óleo como forma de apoiar as suas cotações. Para o novo ministro, os produtores “têm de compartilhar a responsabilidade” de equilibrar o mercado da commodity.

O Comitê Técnico da Opep deve se reunir nesta semana para discutir a implementação dos cortes de produção, mas, para o analista do Commerzbank Carsten Fritsch, não são esperadas alterações na política.

Seguem no radar dos investidores, ainda, as expectativas de que estímulos econômicos estão por vir nas próximas reuniões de política monetária de grandes bancos centrais, como o Banco Central Europeu (BCE), cujos dirigentes se reúnem nesta quinta-feira, e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), cuja decisão de política monetária será publicada em 18 de setembro. Estímulos à economia tendem a apoiar os preços do petróleo, na medida em que a demanda pode ser fortalecida.

Petroleiras disputam blocos ‘que sobraram’ de outros leilões

O Globo 

10/09/2019 – A corrida do gás com as recentes descobertas da Petrobras em Sergipe e as mudanças regulatórias no setor —levou gigantes petrolíferas a entrarem na disputa por 273 blocos de exploração preteridos em leilões anteriores do setor. O primeiro certame deste tipo, de Oferta Permanente, será realizado hoje pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). São 47 empresas, muitas de pequeno e médio porte, que tradicionalmente se interessam pelos blocos terrestres, a maioria entre os que estão na lista deste leilão.

Entre as companhias inscritas há gigantes como Exxon Mobil, Shell, Petrobras, Repsol, achinesa CNOOC e até a Eneva, que atua na geração de energia termelétrica. Para especialistas, os blocos no mar estão nora dardas empresas.

A Petrobras fez este ano em Sergipe sua maior descoberta desde o pré-sal, em 2006, e espera extrair deseis campos 20 milhões de m³ de gás natural por dia, o equivalente a um terço da produção do Brasil.

Dos 24 blocos no mar que serão oferecidos no leilão desta semana da ANP, nove estão em águas profundas da Bacia de Sergipe/Alagoas. Outros 15 blocos na Bacia de Campos são em águas rasas e despertam interesse porque ficam próximos aos campos do pré-sal.

As gigantes do setor estão de olho nas mudanças no marco regulatório do gás. O governo lançou em julho o Programa do Novo Mercado de Gás, que vai quebrar o monopólio da Petrobras no transporte por gasodutos do país, incentivara privatização de distribuidoras estaduais e facilitara venda em novos formatos, como o fracionamento de botijões. O objetivo é ampliar a concorrência no setor e reduzir os preços.

Em terra, serão oferecidos 249 blocos, em áreas nas bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo e Sergipe-Alagoas. A meta do governo é aumentara produção atual de petróleo em terrada ordem de 270 mil barris por dia para 500 mil até 2030, tentando atrair pequenas e médias empresas e incentivara criação de empregos no Nordeste.

Outras 14 áreas a serem leiloadas serão campos maduros. Na Oferta Permanente, a ANP oferece em leilão todos os blocos exploratórios de um setor que recebeu solicitação de interesse por empresas. Sendo assim, não se sabe quantas empresas vão apresentar propostas nem para quantas áreas.

O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, diz que o leilão deve atrair empresas estrangeiras para explorar petróleo em terra em campos maduros.

Para Carlos Frederico Bingemer, sócio da área de Infraestrutura e Recursos Naturais do B MA Advogados, as mudanças nas regras para arrematar blocos em áreas terrestres feitas pela ANP fizeram com que áreas que antes não tinham tido interesse se tornassem agora atraentes.

Uma das mudanças foi reduzir royalties. Em bacias maduras, como Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Potiguar, o percentual foi fixado em 7,5%. Na Baciado Parnaíba, em 5%. Até então, o percentual de royalties na produção em terra era de 10%, o mesmo cobrado na produção marítima.

Os valores mínimos de bônus de oferta para esses blocos variam de R $13.439 a R$ 60.476.

Equipe de Guedes espera obter R$ 200 bi com ‘nova CPMF’

O Globo

10/09/2019 – Para desonerar totalmente afolha de pagamentos, reduzindo custos das empresas como objetivo de gerar empregos, o governo terá que arrecadara o menos R $200 bilhões ao ano com a“nova CPMF ”. Esse foi o valor obtido em 2017 com as contribuições sobre salários pagas por empregadores para financiara Previdência. A equipe econômica quer implantar o novo imposto gradualmente, sem aumento da carga tributária. De início, a alíquota seria de 0,4%. A cobrança seria dividida entre as duas partes da transação( quem paga equem recebe ). Ao fim do processo, a tributação seria de 1% — 0,5% em cada lado da operação.

O governo terá que arrecadara o menos R $200 bilhões coma“nova CPMF” para desonerar completamente afolha de pagamentos, principal objetivo da equipe econômica coma criação do imposto. Segundo o balanço mais recente da Receita Federal, foi esse o valor que as contribuições sobre salários pagas por empregadores renderam à União em 2017. Ontem, em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o novo tributo sobre movimentação financeira poderia arrecadar até R$ 150 bilhões. Segundo fonte da equipe econômica, esse montante

seria alcançado durante a fase de implantação do novo tributo, comum a alíquota reduzida, que não seria a definitiva.

Hoje, empregadores recolhem 20% sobre os salários de seus funcionários para ajudara financiara Previdência. O governo quer acabar com esse imposto para reduzir os custos das empresas e, assim, gerar mais empregos.

No entanto, com as contas públicas apertadas, a União não pode abrir mão de arrecadação. A criação de uma“nova CPMF” serviria, portanto, para desonerar afolhas em abrir mão de recursos para bancar as despesas do governo.

Para efeito de comparação, seria preciso arrecadar com o novo tributo quase o valor levantado pelo Fisco com o Imposto de Renda no ano passado. Em 2018, o Leão reteve na fonte R$ 214 bilhões.

A ideia da equipe econômica é implementar aos poucos o novo imposto. O processo seri afeitos em ampliara carga tributária. Ou seja, para cada aumento de alíquota da nova contribuição sobre transações financeiras, haveria uma redução proporcional da contribuição sobre a folha — como em uma gangorra.

Alíquota chegaria a 1%

Inicialmente, a alíquota seria de aproximadamente 0,4%. A cobrança seria dividida entre as duas partes da transação. Por exemplo, numa transferência bancária de R $100, o governo cobraria R$ 0,20 de quem depositar e R $0,20 de quem receber o valor.

Segundo estudos do governo, cada 0,2% da “nova CPMF” pode reduzira carga tributária sobre afolha de 20% para 13%.

A alíquota subiria gradualmente até ser suficiente para substituir totalmente a arrecadação sobre folha. A ideia é que, no fim do processo, a tributação seja de 1% — 0,5% em cada lado da operação.

Apedido do GLOBO, o economista e advogado tributarista Eduardo Fleury estimou que, para arrecadar os R$ 150 bilhões citados por Guedes, o novo tributo precisaria ter alíquota de 0,7%—0,35% em cada ponta. O valor mencionado por Guedes, portanto, seria alcança doem um estágio intermediário da“nova CPMF ”.

A última alíquota da antiga CPMF foi de 0,38%, só em uma das pontas da transação. Durante toda sua vigência, de 1997 a 2007, a CPMF arrecadou R$ 223 bilhões.

A ideia de recriar uma CPMF encontra resistência no Congresso, que teme a volta do “imposto do cheque”, o qual se tornou impopular por ter elevado a carga tributária no país. Par atentar dobra ressa oposição, a estratégia da equipe econômica é destacar que a nova versão do tributo não representará aumento de carga, justamente porque substituirá outros impostos.

Proposta conciliatória

A equipe econômica também preparou estudos para ilustrar que o impacto sobre a economia seria positivo. Um deles, antecipado pelo GLOBO semana passada, estima que a tributação sobre transações financeiras resultaria em uma carga média de 3,25% sobre um grupo de 128 setores da economia. Hoje, a contribuição sob refolha representa cerca de 14% sobre o faturamento desses segmentos.

A criação do imposto sobre transações financeiras deve fazer parte do projeto de reforma tributária do governo, que ainda não foi apresentado ao Congresso. Segundo uma fonte próxima a Guedes, a proposta deve ser formalizada“em questão de dias ”. Ainda de acordo comesse técnico, a equipe trabalha em mais de um texto, provavelmente para alterar pontos da Constituição e de legislações infraconstitucionais.

Além de ajustes técnicos, o governo aguarda o momento político corre topara apresentara proposta. Um ponto que tem preocupado é a disputa por protagonismo entre Câmara e Senado — as duas Casas têm projetos próprios de reforma tributária em andamento. Para lidar com essa dificuldade, o governo avalia apresentar sugestões aos dois projetos. A ideia é reforçar a ideia de que a proposta do Executivo é um texto“conciliatório ”, que buscará aproveitar o melhor dos dois textos.

Essa estratégia seguiria alinha de garantir um protagonismo ao Congresso, que já tomou afrente das discussões sobre a reforma. Em palestra recente, o secretário especial da Receita, Marcos Cintra, disseque o projeto do governo será uma espécie de“espelho” das propostas que tramitam no Congresso.

Além de criar um tributo sobre movimentação financeira, o governo quer unificar pelo menos três impostos federais (IPI, PIS e Cofins). Em outro texto, encaminhará propostas para mudar as regras do Imposto de Renda, incluindo o fim das deduções de gastos com saúde e educação, e ar edução de alíquotas.

Petrobras quer reduzir 40% da dívida em dois anos

O Globo

10/09/2019 – A Petrobras tem como meta uma redução da dívida corporativa dos atuais US$ 100 bilhões para US$ 60 bilhões em dois anos. É meta considerada agressiva no setor, ma sé a que ela está mirando. Isso será conseguido coma venda departes da companhia, e os valores arrecadados serão usados para pagamento antecipado de débitos. Já o dinheiro que virá da União, no programa de cessão onerosa, será usado para investir no próprio pré-sal.

A estatal tem que manter três bolas no ar: reduzir o endividamento, aumentar o investimento e enxugar custos. Ela tem uma dívida alta e precisa continuar ampliando a produção. Para manter a produção, precisa investir no mínimo US$ 3 bilhões por ano. O custo dos juros da dívida é de US$ 7 bilhões anuais.

A empresa bateu recorde de produção no mês de agosto, chegando a 3,1 milhões de barris/dia e, se o crescimento for mantido, só o Ri ode Janeiro pode vira ser, mui toem breve, o terceiro maior produtor das Américas, atrás dos Estados Unidos e do Canadá.

O setor receberá também muito capital privado. Há um grande interesse de companhias estrangeiras no leilão da cessão onerosa. Um adela sé a E quinor. Oris coéa norueguesa ser pressionada internamente em seu país a não elevar investimentos aqui em decorrência da crise ambiental. Hoje, o Brasil é seu segundo maior local de inversões da Equinor, depois da própria Noruega.

Por ironia do destino, o grande acontecimento econômico deste primeiro ano do governo Bolsonaro é decorrente de uma operação feita no governo do PT, acessão onerosa. Era uma jabuticaba, inicialmente. Para capitalizara empresa, o governo, em 2010, ofereceu à Petrobras o direito de exploração de 5 bilhões de barris na Bacia de Campos, sem licitação. Esse excedente virou o grande ativo, que está para ser leiloado, por causa da competência técnica demonstrada pela Petrobras. Além do que vai receber da União, como ressarcimento por ter encontrado mais petróleo do que o originalmente negociado nas áreas cedidas, receberá também das empresas que arrematarem no leilão. Isso sem falar no que arrecadarão a União, os estados e os municípios.

Nesse equilíbrio entre novos investimentos e pagamento da dívida, a Petrobras está vendendo quatro refinarias: RNEST, a famosa Abreu e Lima; RLAM, na Bahia; Repar, no Paraná; e a Refap, no Rio Grande do Sul. Até agora já houve mais de 20 interessados, e essa privatização está prevista inicialmente para março de 2020. Além disso, está entregando concessão ou vendendo negócios no Uruguai e Paraguai. O leilão do gasoduto Brasil- Bolívia tem um calendário mais incerto, porque depende da negociação de um contrato como governo da Bolívia. Serão vendidos diretamente, ou através de IPO, as“rotas ”, ou seja, os gasodutos submarinos e as 15 termelétricas. Os campos maduros e em terra têm sido vendidos paulatinamente.

Ao fim, a Petrobras será inteiramente focada em produção de óleo e gás. Com refinarias no Rio, São Paulo e Espírito Santo. E talvez volte acrescer na área petroquímica usando gás natural. Para reduzir o endividamento, a empresa está ao mesmo tempo pré-pagando dívida, como fez com seu maior credor, o China Development Bank, a quem pagou US$ 3 bilhões dos US$ 18 bilhões que devia e pretende quitar antecipadamente outros US$ 5 bi. Com o lançamento de bônus, ela vem também alongando a dívida concentrada no curto prazo. O ex-presidente Ivan Monteiro havia começado o processo de alongamento, que está sendo ampliado agora.

Ao mesmo tempo, a estatal tenta reduzir custos que vieram do grande inchaço da companhia e manos anteriores. Um exemplo disso é a sede em Salvador, um prédio tão superdimensionado que estão vazios 17 dos seus 22 andares. Ou a sede no Espírito Santo, prédio ao qual está amarrada por um contrato de aluguel de mais de 20 anos.

Outras petrolíferas estão migrando para serem empresas de energia com cada vez mais ativo sem fontes de baixa emissão. A orientação na Petrobras é focar em petróleo. Da perspectivada economia, o encolhimento da estatal vai abrir espaço par ah averno paí suma indústria de refino com competição, um setor de produção de águas rasas e campos terrestres com produtores pequenos e médios, e uma indústria de distribuição de gás.

Programa arrecada uma tonelada de lixo eletrônico

Correio Popular 

10/09/2019 – Entre junho e agosto deste ano, o Programa Ecotroca +Eletrônicos, do Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campinas e Região (Recap), recolheu mais de uma tonelada de lixo eletrônico que foi descartado pela população nos postos de combustíveis participantes da iniciativa sustentável. O projeto tem como objetivo destinar um espaço para que as pessoas descartem equipamentos eletrônicos, como celulares, baterias, pilhas e qualquer outro tipo de equipamento de forma consciente.

Nos postos de combustíveis participantes, há um tambor verde-escuro identificado com o símbolo da campanha, no qual as pessoas podem descartas resíduos eletrônicos velhos ou que não vão mais usar. Lançada em maio desde ano, a iniciativa da empresa está envolvendo cerca de 600 postos em 90 cidades da área de abrangência do sindicato.

O balanço com a quantidade de lixo depositado nos tambores foi divulgado no começo de setembro pela Ambipar — a empresa que faz a coleta dos resíduos e os leva até a empresa que fica em Nova Odessa, onde é feito processo de manufatura reversa dos eletrônicos. Os municípios que tiveram mais arrecadação de equipamentos e pilhas entre junho e agosto foram Campinas, Indaiatuba, Jaguariúna, Jundiaí, Limeira, Piracicaba, Rio Claro, Santa Bárbara d’Oeste, Serra Negra, Valinhos e Vinhedo.

O presidente do Recap, Flávio Campos, explica que a iniciativa surgiu depois que o sindicato percebeu que muitas pessoas não sabiam como e onde descartar corretamente seus resíduos eletrônicos.

“Por isso criamos o programa para levar facilidade e comodidade à população. É muito prático: o consumidor deixa o lixo no carro e na hora que passa no posto, é só deixar no tambor. Ficamos felizes com a adesão em muitos municípios, numa ação que sai dos limites do estabelecimento e impacta toda a sociedade”, destaca Campos.

Direto pelo celular

O Recap lançou neste mês uma ferramenta de geolocalização, na qual é possível o consumidor acessar pelo celular os postos participantes do Ecotroca+Eletrônicos. Por meio do GPS, a ferramenta mostra os estabelecimentos mais próximos, por raio de distância ou até mesmo por cidade, traçando a melhor rota até o local de interesse. Esse serviço está disponível no site do Recap em: www.recap.org.br/ecotroca-descarte-eletronico.

Produção no Centro-Sul destaca moagem atrasada em SP e recorde de etanol

Unica 

10/09/2019 – A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 47,82 milhões de toneladas na segunda metade de agosto, aumento de 9,86% no comparativo com o valor registrado na mesma quinzena de 2018 (43,52 milhões de toneladas). No total mensal, a moagem somou 90,52 milhões de toneladas em agosto, praticamente igual às 90,55 milhões de toneladas verificadas em julho, mas bastante superior às 77,21 milhões de toneladas apuradas em agosto de 2018.

No acumulado desde o início do ciclo 2019/2020, a moagem alcançou 398,29 milhões de toneladas, 1,15% acima das 393,74 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo período de 2018. Contudo, no Estado de São Paulo, a defasagem permanece. Foram 232,66 milhões de toneladas moídas pelas unidades paulistas até 1º de setembro, queda de 1,09% sobre o ciclo 2018/2019.

“Com 70% da safra concluída, observamos um crescimento da produtividade agrícola da ordem de 5% de abril até agosto, já que apesar do canavial envelhecido, o clima ajudou no desenvolvimento da lavoura”, destacou Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da UNICA. Esse crescimento, porém, é acompanhado por uma retração da área colhida de 3,5% até 1º de setembro, completou o executivo.

Qualidade da matéria-prima

A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) totalizou 150,94 kg nos 15 dias finais de agosto, 1,70 kg menor comparativamente ao observado na mesma data do ano anterior (152,64 kg por tonelada).

No comparativo do acumulado da safra, essa retração é maior, atingindo quase 5 kg. Até 1º de setembro, o teor de ATR alcançou 133,30 kg por tonelada, contra 138,05 kg por tonelada em igual período do ciclo 2018/2019.

Produção de açúcar e de etanol

A produção de açúcar somou 2,51 milhões de toneladas na segunda quinzena de agosto. Já o volume fabricado de etanol aumentou mais de 10%, puxado pela produção de etanol hidratado. Esta atingiu 1,93 bilhão de litros, um novo recorde para o setor.

“Nunca se produziu tanto etanol hidratado como nessa quinzena”, lembrou Rodrigues. O maior volume até então observada data do ano passado, com 1,76 bilhão de litros de etanol hidratado fabricados na segunda quinzena de julho. A baixa cotação internacional para o açúcar, alinhada com a maior competitividade do biocombustível no mercado interno, fundamentam essa expansão.

Apesar do recorde, a produção acumulada de etanol hidratado segue estável em relação à temporada passada. Foram 14,29 bilhões de litros fabricados até o momento, contra 14,24 bilhões de litros no mesmo período da safra 2018/2019.

O volume produzido de etanol anidro atingiu 6,33 bilhões de litros no acumulado desde o início da safra, dos quais 798,92 milhões de litros fabricados nos últimos 15 dias de agosto.

De maneira atípica, a produção de etanol a partir do milho diminuiu seu ritmo de crescimento, alcançando 26,46 milhões de litros na segunda quinzena de agosto, ligeiramente superior aos 26,32 milhões de litros verificados no mesmo período de 2018, mas muito aquém do volume médio de 48 milhões de litros fabricados por quinzena na atual safra.

Quanto ao açúcar, a quantidade produzida permanece abaixo em 900 mil toneladas. Até 1º de setembro, totalizou 17,97 milhões de toneladas, ante 18,89 milhões de toneladas em 2018. Foram 45,12 kg de açúcar fabricados por tonelada de matéria-prima processada nessa temporada, queda de 5,94% sobre o último ano (47,97 kg). E mesmo com o citado crescimento da produtividade agrícola, foram 3,72 toneladas de açúcar por hectare colhido até 1º de setembro, recuo de 1,39% sobre 2018/2019.

Como reflexo, apenas 36,55% da matéria-prima processada foi destinada à produção de açúcar na metade final de agosto, contra 37,64% na mesma data de 2018. No acumulado até 1º de setembro, essa proporção atingiu 35,52%, frente a 36,47% em 2018/2019.

Vendas de etanol

O volume comercializado de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somou 3,08 bilhões de litros em agosto, alta de 5,09% sobre julho (2,93 bilhões de litros) e de 3,85% em relação ao valor observado no mesmo período de 2018 (2,96 bilhões de litros).

Do total comercializado em agosto, 288,39 milhões de litros destinaram-se à exportação e 2,79 bilhões de litros ao mercado interno.

Neste mercado, as vendas de etanol anidro alcançaram 815,29 milhões de litros em agosto, com 419,08 milhões de litros vendidos na metade final do mês.

As vendas domésticas refletem a comercialização do etanol carburante, outros fins, destinado ao uso próprio nas usinas e eventuais quebras. Especificamente nesta quinzena, a saída de anidro sofreu influência de perdas decorrentes de acidentes no armazenamento do produto.

Já as saídas de etanol hidratado alcançaram 1,97 bilhão de litros – empatado aos 1,98 bilhão de litros registrados em agosto do ano passado. Desde montante de etanol hidratado, 1,02 bilhão de litros foram vendidos nos últimos quinze dias do mês.

Comissão ouve ministro de Minas e Energia sobre preço do óleo diesel

Agência Câmara 

10/09/2019 – A Comissão de Viação e Transportes da Câmara promove reunião nesta quarta-feira (11) com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Ele foi convocado a prestar esclarecimentos sobre os preços do óleo diesel, da gasolina e do querosene de aviação, e do cartão caminhoneiro.

O pedido de convocação do ministro é do deputado Bosco Costa (PL-SE) e foi aprovado pela comissão no início de julho.

O deputado destaca que a Petrobras foi convidada a participar de duas audiências públicas sobre o tema, mas não enviou representante. “Diante disso e da importância do tema para todos os brasileiros, não nos restou outra alternativa, no exercício do papel fiscalizador para o qual fomos eleitos senão a convocação”, justificou Costa.

A audiência com o ministro ocorre às 11 horas desta quarta-feira, no plenário 11.

Gasolina recua em 15 Estados, diz ANP; valor médio cai 0,12% no País

Estadão Conteúdo 

10/09/2019 – O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros recuou em 15 Estados brasileiros na semana passada, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Houve alta em dez Estados e no Distrito Federal e estabilidade em Sergipe.

Na média nacional, o preço médio caiu 0,12% na semana sobre a anterior, de R$ 4,303 para R$ 4,298.

Em São Paulo, maior consumidor do País e com mais postos pesquisados, o litro da gasolina recuou 0,34%, de R$ 4,087 para R$ 4,073, em média.

No Rio de Janeiro, o combustível caiu 1,45%, de R$ 4,836 para R$ 4,766, em média.

Em Minas Gerais, o preço médio da gasolina recuou 0,20%, de R$ 4,561 para R$ 4,552 o litro.

Com novo sistema de atracação, Porto reduz tempo de carregamento de grãos

O Porto de Paranaguá acaba de testar um sistema que vai tornar mais rápido o carregamento de grãos no Corredor de Exportação. O primeiro navio de soja concluiu domingo (28) a operação em uma nova modalidade de carregamento, o Super Berço. Em apenas 33 horas, o navio Innovation carregou 63.307 toneladas do produto.

O tempo de carregamento normal de um navio é 48 horas, sendo que nesta modalidade o tempo de carregamento foi reduzido em 15 horas, gerando um ganho operacional de 31,25%.

A operação foi feita pelo Terminal da Interalli e inaugurou uma nova regra da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) – prevista na Ordem de Serviço 001/2016 – e que dá prioridade de atracação para embarcações que se comprometem a concluir um embarque de 65 mil toneladas em até 36 horas.

De acordo com o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Divino, a nova regra operacional tem como objetivo atender a grande demanda de granéis sólidos previstas para carga e descarga no Porto de Paranaguá e consequente necessidade de dar maior agilidade às operações. O berço utilizado para as atracações prioritárias será o 213 do Corredor de Exportação.

“Queremos reduzir cada vez mais o tempo de espera para atracação e esta medida só está sendo possível porque adquirimos novos shiploaders que têm condições de operar com duas correias simultâneas de abastecimento de carga, com capacidade de 2 mil toneladas por hora”, declarou Dividino.

Ele explicou que a operação no Super Berço só é possível para os terminais que tiverem com a estrutura atualizada para operar com o dobro da capacidade.

Os quatro novos carregadores de navios que estão em operação no Corredor de Exportação conseguem embarcar grãos com 33% mais agilidade do que os antigos, aumentando a velocidade de carregamento de 1,5 mil toneladas por hora para 2 mil toneladas por hora. O investimento foi de R$ 59 milhões.

“A ideia é que os terminais que ainda não realizaram os investimentos para operar nestas condições enxerguem a vantagem de carregar na metade do tempo e façam suas adaptações para que possam solicitar o Super Berço. Assim, todos ganham, com mais produtividade e mais carregamentos em um menor espaço de tempo”, ressalta Dividino.

PRIORIDADE – Os navios que solicitarem carregamento no Super Berço terão prioridade no line-up, que é uma fila de 18 navios para atracar no Corredor de Exportação, e poderão atracar no porto tão logo cheguem à baía de Paranaguá, passando à frente dos demais.

“Os navios, no entanto, precisam garantir condições técnicas para realizar as operações dentro de rigoroso critério de medição das produtividades”, ressalta Dividino. Segundo ele, os ganhos de produtividades gradativos estão previstos em todo o processo de modernização e repotenciamento do Corredor de Exportação.

A condição do Super Berço é mais um passo no sentido de promover a racionalização da infraestrutura e a redução dos custos aos usuários do Porto de Paranaguá. Os efeitos destes ganhos se estendem a toda cadeia de carregamento na medida em que mesmos os navios que não consigam esta produtividade conseguem atracar com horas de antecipação.

Ao final de cada período de 12 horas, a produtividade do carregamento é avaliada para se conferir se a operação está dentro dos parâmetros técnicos do Super Berço.

No cálculo, são descontadas as eventuais paralisações na operação por conta de chuvas.

Fonte: ASSCOM APPA